G1 entrevista Néfi Tales, candidato à Prefeitura de Guarulhos

A história viva de Guarulhos

G1 – Por que o senhor quer ser prefeito de Guarulhos?

Néfi Tales – Porque Guarulhos precisa voltar a crescer. Guarulhos tem muitos problemas hoje, nesses 16 anos de administração petista. Temos grandes problemas na saúde, na mobilidade urbana, e no desenvolvimento, principalmente, no turismo de negócio, que seria um grande aporte na nossa cidade, mesmo porque temos o maior aeroporto da América Latina, que é o Aeroporto Internacional da cidade de Guarulhos. Então, por esses e outros problemas, eu quero ser a continuidade, também, do meu saudoso pai, o ex-prefeito Néfi Tales, que foram cortadas em 1998 com um golpe político, hoje comprovado, inclusive, pela Câmara Municipal, e reconhecida uma cassação injusta. Então, foram ceifados ali um projeto de desenvolvimento da cidade. Por isso sou a continuidade e quero ser prefeito.

G1 – Como o senhor se imagina daqui a quatro anos?

NT – Me imagino um prefeito realizado, com as minhas metas cumpridas, principalmente na área da saúde, da mobilidade urbana e do turismo de negócio, que é o meu grande plano de governo nesses 4 anos. Colocar a cidade de pé novamente na saúde, porque hoje nós somo a segunda maior cidade do Estado de São Paulo, no Brasil éramos a 8ª, fomos agora para 13ª, com arrecadação de quase 1 bilhão de reais de aplicação na saúde, e sequer temos um hospital público. O único hospital público que temos era um pronto-socorro 24 horas que, inclusive, foi matéria da própria Rede Globo, com grandes problemas de infecção, onde faleceram várias pessoas naquele momento. Então, meu projeto maior é na área da saúde.

G1 – Em seu plano de governo, o senhor promete criar 5 hospitais durante a sua gestão. Com quais recursos eles seriam construídos já que a cidade está em crise financeira?

NT – Ela está em crise financeira porque nós vemos a má governança na cidade, é este o problema. Vemos muitos cargos público que foram criados pela atual administração do PT. Vamos enxugar a máquina pública, vamos fechar os ralos e com isso poderemos ter uma grande folga. Também vamos incentivar as empresas da cidade com a Via Fácil, para que as empresas possam se instalar facilmente na cidade, e não perdermos empresas, como estamos perdendo, de alguns anos para cá, porque com isso perdemos receita. Eu quero, através desses hospitais, construir o Hospital da Mulher, o Hospital do Idoso e o Hospital do Servidor Público Municipal, tudo ligado com uma rede inteligente, para que o munícipe não necessite sair de sua casa para marcar consulta e ficar várias horas esperando, ele vai poder fazer isso de casa, numa rede inteligente.

G1 – Você tem alguma estimativa de quanto esses 5 hospitais custariam aos cofres públicos?

NT – Eu calculei uma média de 100 milhões de reais cada um, isso muito bem equipados. Mas, se precisar, eu também vou trabalhar com a parceria público-privada. O que não posso deixar mais é a nossa cidade de joelhos na saúde como está.

G1 – O senhor defende o uso do transporte alternativo como solução para o transporte público, as lotações devem voltar na sua gestão?

NT – Não é que ela vão voltar, elas já existem na cidade de Guarulhos. Inclusive, fui Secretário de Transporte, e o primeiro a legalizar esse transporte no país. O meu edital, inclusive, serviu para legalizar a capital, Belo Horizonte, Campinas, Rio de Janeiro, nós tivemos um grande trabalho. Hoje, os micro-ônibus estão lá rodando, com uma licitação fraudulenta, comprovado, não só comprovado pelo Tribunal de Justiça, mas pelo Tribunal de Contas também, onde denunciei a fraude dessa licitação. Então, ela está sob judice hoje. Já era um sistema que funcionava, e hoje nós temos um sistema de mobilidade urbana e de transporte na cidade de um plano falido, que complica, e muito, essa mobilidade, principalmente dessas pessoas que moram mais distante do centro de Guarulhos.

G1 – Então, o senhor pretende regularizar o transporte alternativo que atualmente segue ilegal?

NT – Ele já está legalizado, inclusive está sob judice. Eram 530 vans que nós legalizamos, que são os micro-ônibus que rodam hoje, como rodam em São Paulo também, são o transporte alternativo, que fazem o transporte de pessoas, principalmente dos rincões da cidade de Guarulhos, onde não tem condições de chegar no centro. E eu também sou a favor do não monopólio, sou a favor daquele que der o melhor transporte é que possam transportar os munícipes. Quem ganha é a cidade, é o munícipe, é todo morador de Guarulhos.

G1 – Isso faz parte, então, do seu plano de mobilidade urbana: concentrar nas periferias as vans e micro-ônibus, e na região central, ônibus de maior capacidade?

NT – Não, não é um alimentador, é um transporte mesmo público, que vai puxar do bairro para o centro e do centro para o bairro. Hoje nós temos, como eu disse, um transporte falido. Por exemplo, o Pimentas, que antigamente para vir até o centro, se gastava 50 minutos. Hoje, como esse plano aplicado, inclusive pelo Bilhete Único que também está sob judice, demora-se uma hora e meia para chegar ao centro de Guarulhos tendo que fazer baldeações em outras estações, isso é um absurdo!

G1 – Como resolver o problema da falta d’água no município?

NT –Guarulhos cresceu e há 20 anos está estagnada nessa situação. Nós temos grandes mananciais na cidade de Guarulhos: o reservatório do Tanque Grande, do Cabuçu, e esses reservatórios não expandiram sua capacidade de metro cúbico. A cidade cresceu! Então, quando entrou o ex-prefeito Néfi Tales, nós tínhamos esse problema, tanto é que nós criamos os poços artesianos como uma questão momentânea, para que se construísse, inclusive, um grande reservatório lá no Ponte Alta, que viesse sob gravidade, quase nem usando bombas para abastecer a cidade. Isso não ocorreu, então não houve esse desenvolvimento e, com isso, também se agravou a crise no SAAE na dívida com a Sabesp. Quero aproveitar e dizer que não vou privatizar o SAAE e não vou entregar o SAAE para a Sabesp. Vou conversar com o Governo do Estado e cumprir rigorosamente o acordo, como não está sendo cumprido agora.

G1 – O senhor pretende pagar a dívida, então?

NT – Sim, porque o maior patrimônio que nós temos, principalmente dentro da nossa cidade, é o saneamento de água e esgoto, que é o SAAE, o nosso fornecimento de água, que é o combustível do futuro, e nós temos essa grande riqueza e não podemos entrega-lo assim dessa forma.

G1 – O senhor acha justo o preço que a Sabesp cobra pelo metro cúbico da água?

NT – Não, eu não justo, é por isso que quero discutir muito com o Governo do Estado sobre, inclusive, essa dívida que nós temos. É impressionante, o preço da água e esgoto é altíssimo na cidade de Guarulhos e a dívida só aumenta. Então, o que eu quero também é editar esses contratos, quero fazer uma investigação para saber o que está acontecendo, porque nós temos uma água caríssima, temos um esgoto caríssimo, e a dívida do SAAE só aumenta nesses 16 anos da administração petista.

G1 – Como estimular o desenvolvimento econômico e gerar novos empregos para a cidade?

NT – Precisamos ter uma grande conversa com os empresários da cidade. Ontem, inclusive, participai de um encontro na Ciesp, e é isso que eu digo, precisamos de um intercâmbio entre as empresas, trazer a Secretaria de Indústria e Comércio de volta, que foi cancelada pela administração petista, fazer um intercâmbio de rede inteligente com as médias, pequenas e microempresas, que são as que mais empregam, e facilitar a abertura de empresas na Via Fácil, Via Rápida, que nós vamos criar junto com a Prefeitura. Então, nós temos que administrar, hoje, a Prefeitura junto com os empresários, junto com o desenvolvimento empresarial, e instalar também o Parque Tecnológico, para que forme novos empregos com mão-de-obra especializada, que não temos na cidade de Guarulhos atualmente.

G1 – Na sua gestão, a verba disponível para as escolas de samba no Carnaval será mantida?

NT – Sim, a cultura ela sempre tem que ser mantida. Cultura é a história do nosso país, a história da nossa cidade, e isso eu vou fazer, inclusive, quero aplicar profundamente na cultura, porque nós vamos, mas a cultura fica, é a história. Então, eu apoio, com certeza, essa atitude toda nessa situação da cultura, principalmente nas escolas de samba.

G1 – Qual seu projeto na área de educação?

NT – Nessa área, eu quero, e é um projeto já antigo, quero construir a Faculdade Pública Municipal, que não temos em Guarulhos. Também quero criar as creches-escolas, com monitoramento semanal com médicos para que a criança seja educada e seja tratada, e o pai e a mãe possam trabalhar tranquilamente. Quero aumentar as escolas e, principalmente, valorizar o profissional da área pública municipal da educação, porque é o professor que educa o futuro do nosso país, as crianças, e os futuros homens que, até possível, governarão o nosso Estado, o nosso país.

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